“A Vinha do Carmelo”: uma análise do poema de Edith Stein
Muitos conhecem Edith Stein como uma das mentes filosóficas mais brilhantes do século XX. No entanto, dentro dos muros do Carmelo, ela era a irmã Teresa Benedita da Cruz, uma “irmã de comunidade” com uma profunda preocupação pastoral por suas coirmãs.
O poema “A Vinha do Carmelo”, escrito em 1936 neste contexto, é uma verdadeira joia da espiritualidade comunitária, revelando um coração atento à fragilidade e à beleza da vida consagrada.
Mais que um poema devocional, é um tratado espiritual sobre a vida comunitária, a formação de almas e a cooperação entre a graça divina e o esforço humano.
(segue abaixo o poema e a análise completa)
A Vinha do Carmelo
Deixa-nos, Amado meu, ir à vinha. Vem, de manhã bem cedo queremos
ficar em silêncio; se a vinha floresce, se dá fruto, se a vida está
incandescente, a videira permanece fresca.
Vem das alturas celestes, tu, Mãe santa, conduz a tua vinha em
direção ao Amado. Orvalho e chuva presenteie a tua suave mão. O sol
quente envie à terra do Carmelo.
Também às tenras vides, novas, pela primeira vez mergulhadas na
terra, lhes seja regalada benevolentemente a vida do Céu. Fiéis
vinhateiros amparam as suas débeis forças, protegem-nas do inimigo
que na escuridão se afana.
[Recompensa, Mãe santa, o trabalho dos teus vinhateiros. Com a
coroa celestial espera-os um dia. Nenhuma destas cepas abandones
ao fogo. Conduz à vida eterna toda a jovem cepa.]






