Madrugada de Páscoa – poema comentado

O poema de Edith Stein, Madrugada de Páscoa, percorre um caminho luminoso, da escuridão do sepulcro até o encontro silencioso com a humanidade. Abaixo seguem o texto do poema e os comentários:

Madrugada de Páscoa (Edith Stein)

Escura é a noite do sepulcro; contudo, os raios das santas Chagas atravessam a pesada pedra
e a elevam suavemente, deixando a de lado.

Da escuridão do túmulo eleva-se às alturas o corpo ressuscitado do Filho do Homem, pela luz
transfigurado e banhado de resplendor.

Suavemente sai da caverna ao tranquilo e silencioso crepúsculo da manhã; leve névoa cobre a terra; brancos fulgores agora a iluminam profundamente, e o Salvador avança através do silêncio na nova terra despertada do sono.

Sob a marca de seus santos pés abrem se flores luminosas e jamais vistas; e onde sua veste suavemente toca o solo, ali fulguram resplendores de esmeralda nos campos.

De suas mãos flui a bênção sobre campos e prados, em abundantes e límpidas torrentes; e, no orvalho matinal da plenitude da graça, a natureza exulta radiante ante o Ressuscitado, quando ele silenciosamente se aproxima dos homens.

Autor

  • Pe. Antonio Torres

    Padre Antonio César Torres nasceu em Nossa Senhora da Glória (SE), em 26 de agosto de 1974. Viveu como monge beneditino entre 1993 e 2014, período que marcou profundamente sua espiritualidade e formação humana. Em 2016, foi incardinado na Diocese de Campo Limpo e, desde janeiro de 2021, é pároco da Paróquia São Pedro e São Paulo.

    É graduado em Filosofia, Teologia e Psicologia, com especializações em Terapia Familiar e Conjugal e Logoterapia, além de Mestrado em Ciências da Linguagem. Atua como psicólogo clínico, integrando escuta terapêutica, ética e espiritualidade.

    É estudioso da obra de Santa Teresa d’Ávila e São João da Cruz, sobre os quais ministra palestras e prega retiros espirituais, propondo um diálogo profundo entre mística cristã e experiência humana contemporânea.

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